terça-feira, 20 de setembro de 2011
Arrumei as malas, fechei o ciclo. Com lágrimas nos olhos abandonei o seguro do costume e partir em busca do novo, do desconhecido. Deixo a mudança me mudar, deixo a vida me viver. Deixo minha rotina desarrumar. Tenho fé no crescimento. O cômodo e o confortável não foram feitos para o meu espírito inquieto. O meu modo de amar é em movimento.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
"Um monte de coisas que sonhei"
Ontem a noite acabou com nós dois andando pela rua vazia, sem direção, sem horário e sem pressa. A lua, a brisa e o silêncio eram as únicas testemunhas daquele nosso presente. Você sorria, eu sentia paz. Estávamos juntos, sim estávamos, e não era necessário nominar. Qualquer palavra soaria vaga e reducionista naquele momento. Eu que só ando solta, me vi de mãos dadas com você. Já não pensava no futuro e muito menos na minha expedição agendada. Não me lembrava da mochila feita, nem do dinheiro guardado. Que me desculpem os meus planos, mas não controlarei este sentimento. Sim, eu digo sim, eu aceito esta liberdade de estar só com você. Velocidade, movimento, intensidade. Tenho improvisado neste palco em que você é o único na plateia. O seu corpo tem cheiro de mar, de pôr-do-sol, e eu já não sinto medo de percorrê-lo. Tenho o mundo aos meus pés, e muita ânsia de viver e de experimentar as coisas, não abro mão disto. Pegue seu violão, vamos comigo? Sou assim, sou intensa. E apesar de tentar controlar isto o tempo inteiro, sei que preciso deixar fluir a espontaneidade que tinha quando criança, vivendo sem racionalizar demais. A verdade é que eu não sei chorar minhas dores, vou soterrando-as, fujo, não me entrego de forma alguma. E acabei endurecendo com o tempo, até demais. Só que agora, resolvi esquecer as lanternas e caixa de remédios em casa. Estou disposta a entrar nesta aventura e deixar o excesso de precaução para trás. Eu já não tenho mais fobia do escuro. O incerto já vem puxando meu tapete há algum tempo. Por isso que não vou medir palavras pra registrar o meu agora. Será que vai durar até amanhã? Só amanhã pra saber. Alguns desfechos são cruéis, mas as flores mais fortes são as que nascem do cimento. Enfim, isto não é mais importante. Recortei aquele momento e pendurei no varal das cores inéditas. Quero relembrá-lo, quero revivê-lo. Só desejo que sejamos, antes de tudo, grandes amigos, e que cuidemos do espirito um do outro. Sem projeções, idealizações e grandes expectativas, vamos crescer, vamos ser, vamos estar. Como estávamos ontem de mãos dadas naquela rua vazia.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Fertilizando o território da mente, continuo acreditando no sentimento, na razão e no meio termo. Termino frases, coloco pontos e eis que fecho o velho ciclo mal resolvido. Resolvido! De agora em diante serei apenas aquilo que sou e farei aquilo que me faz ser. Ser humano, vivo e errante. Tenho que parar com essa mania de querer prever o futuro. Síndrome da cartomante. Não sei, não sei, não vi. As cartas estão postas na mesa e a vida está ai de plano de fundo para bilhões de histórias que nunca se cruzarão, ou não. Só sei que no meu barco quem rema sou eu! Será? Quedas, abismos, precipícios ou pontes que o tempo construiu me levam a driblar o destino com fé na sorte. Movimento e morte: eu. Que sou o que penso ser, que escolho o algoz ao invés da vitima. Sou aquilo que mais detesto em mim, por isso deixo tudo pra trás, enterrando no cemitério dos desfechos o que sobrou dos ciclos fechados.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Compilação de uma tarde à beira do precipício.
Não é como parece. Os desenhos animados já nos diziam. O mestre dos magos não é o mocinho e o cisne na verdade é uma princesa. Filosofando em numa varanda baixa, cigarros e bebidas, somos três mulheres geniais, incríveis e alucinadas. Contemporâneas de uma época, de uma alucinação. Dentro de uma matrix, de um software, de uma invenção, vamos nos tornamos cada vez mais alienadas de nós mesmas. Estamos completamente imersas na subjetividade atômica que inventamos, chegamos ao nirvana juntas, junto a sensação de plenitude de saber que nada é real. Suicidas em uma varanda baixa com muita vontade de viver, estamos matando as nossas verdades que convivem com a verdade do outro e com a verdade imparcial que se perde no cosmo. Sincronicidade. É o que faz vidas e rotinas anônimas e análogas se cruzaram num momento qualquer em um lugar qualquer. Falamos de sexo, de amor e de loucura, citamos Freud, Einstein e Alice. Gozamos com Clarice, com Pessoa e com a tal Joana que precisa existir pra que Chico seja genial. O que isso significa mesmo? Nada. Não significa nada. Somos vizinhos de gênios, somos vizinhos dos anônimos que podem ou não mudar as nossas vidas. Nesta hora dou um grito, um alívio, diante da descoberta de um segredo ancestral. O que são pontos pretos em um fundo branco? Existe mesmo um fundo com pontos? A verdade é que quanticamente nunca nos tocaremos, e ainda quanticamente somos um átomo que não é sólido. Ou seja, somos códigos enxergáveis apenas para nós mesmos, fluidos, composições do acaso, aglutinações do destino. “O mundo é perfeito’’ nosso sistema de maluco que não é. Inventamos as janelas que são vivas, com nossas almas acesas ou apagadas. Vivemos em cubos, quadrados que não se comunicam. Do conjunto de cubos se formam prédios e quando vejo os prédios com janelas acesas só consigo pensar na vida de cada uma destas pessoas. Suas dores, seus medos, suas perdas e ganhos, seus amores, seus sonhos, sua morte, seus vícios e coleções. Só consigo pensar nas vidas paralelas e em passados e presentes que coexistem. Somos três loucas e pensantes, somos três em sintonia de sentimentos, somos três conjuntos de átomos filosofando numa bolha. Apertando as nossas mentes habituadas, confrontando nossas ideologias e sentimentos. O que fizemos com nossa espécie? Que espécie de formigas operárias nos transformamos para sustentar esta alucinação e esta entidade imaginária que chamamos de sociedade? Será mesmo que os loucos estão nos hospitais psiquiátricos? Ou será que os loucos estão nas universidades, nas empresas e nas varandas baixas filosofando sobre a vida?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Exclusivamente pra você.
Este texto tem dono, tem destino, tem razão de ser. Estas palavras são verídicas e suas. Tenho fugido do espelho, pois ele tem exposto a minha hipocrisia. Eu sempre disse que o mundo dá voltas e nos momentos em que mais senti raiva, juro que desejei que alguém um dia fizesse com você o mesmo que você havia feito comigo. Desejei que você sentisse a mesma dor que eu sentia... O que eu não sabia era que quem faria isso com você, seria eu. Fica uma divisão em mim, de uma satisfação por estar vendo você entender agora todas as minhas queixas e ver você entregue, exposto, como eu antigamente. No entanto, dói estar diante da minha incoerência e dos meus atos tão indignos e sacanas. Devo me culpar tanto? Afinal, você merece. Devo me torturar tanto vendo que você tá mal com minha indiferença? Um dia eu te amei muito, um dia você era aquilo que eu mais queria. Um dia você foi o meu porto-seguro, um dos meus sonhos. Um dia... Seilá, você sabe que eu gosto de você, mas que eu perdi todas as certezas que eu tinha. Eu juro que não quero te fazer mal. Não confie em mim. Eu sou mais imatura do que eu pensava. Eu não estou preparada pra isso.
domingo, 12 de junho de 2011
...
Dimensões e teorias. Ciência, física. Estatísticas psíquicas. Ele gosta de números e eu gosto da camisa preta de manga curta que ele veste. Ele valoriza o método, a análise, os fatores e eu gosto de pensar em poesia quando o vejo. Correlação nula. Ideias opostas, probabilidades ilusórias de sucesso, de um encontro. Destino é acaso, acaso me lembra o tom, que tem dado sonoridade ao meu poema sem rimas e versos, em um espaço aberto onde estou com o coração escancarado, exposto, transbordando questões e gestalts abertas. Aprendo outras línguas, quero aprender o idioma das estrelas. Acordo do sonho, ou não, esta vida que eu levo é irreal e só posso está sonhando dentro de uma caverna paleolítica. O telescópio me mostra o utópico diante do meu nariz. Vontade de tirar uma trova espanhola de um violão sem cordas, vontade de arder criando. E de morrer vivendo.
Glossário dispensável.
Tem sido assim, tem sido eu. Estou no meio da crise, no hiato literário, no não saber o que de fato é meu e o que é do outro. Explicar isso seria inútil e dispensável. Seria como uma legenda, onde significados se perdem com a tradução. Eu me perco quando me traduzo. Quantos elementos a fotografia não capta? Quantos elementos as palavras omitem? Em mim, ocorre uma dança frenética chamada sentir, enlouqueço, por isso penso, na tentativa de assumir o controle. Fracasso! O sentimento só faz sentido se for sentido.
Assinar:
Postagens (Atom)