sábado, 2 de novembro de 2013

Menina com mania de organizar
Organiza documento, armário
e até o dia.
Mas que boba essa menina,
A felicidade é pra quem bagunça,
desorganiza e inventa
A vida é grande demais para caber em uma agenda.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sou poeta de mim mesma
Do vazio
e do medo que me acompanha
Quem leria os versos desordenados da minha vida?

Mente obtusa
vida desembaraçada
Escrevo meus ventos
Escrevo a minha rosa

Sou poeta dos faróis altos
dos apressados
e dos mudos
A lingua é maior viagem entre dois mundos.

Um caminho largo e sonoro
entre histórias
Sou poeta e uso a palavra
para subverter
subverter as imagens
que me causam
sede
insônia
e dor.
A cabeça roda
Os pés seguem
Os olhos se perdem
As mãos anseiam
a escrita,
salvação.

Nesta tempestade
a poesia é o meu barco.
O caos atropela
mas o desejo,
continua a arder.

Os meses passam
E vem a saudade
de quando não haviam fronteiras
para os meus passos.

Aprendi com o céu,
as estrelas e o luar
que todos vemos o mesmo
quando olhamos para cima.

O mundo é um giro
Uma volta
Um suspiro.
Quero te beijar na Metade do Mundo
Nem pela metade
Nem pela última vez

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Eu te amo
Como quem se despediu
Sabendo que a ingenuidade foi rompida
Sabendo que não haverá futuro

Se nos juntarmos é temporário
Se nos separarmos
o vento leva
e dita as direções

Quase não vejo nada
Nem do termo
e do meio em que estamos
De estar sem estar estando
De amar, partindo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Acordei
sentimento
Mas sensível do que nunca
vendo tudo que eu deixei
voltar

Girando no meio do velho
sem saber o que de fato é velho
sonhando
em voar de novo
não é hora de parar.

Passa tudo
e o novo vem
aprendi na estrada
nas estações, nos encontros e despedidas.

O novo caminha em minha direção
e eu caminho em direção ao mistério.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

E ai veio a morte
e como um redemoinho arrastou
tudo, tudo que não se sustentava mais
tudo que capengava
tudo que estava meio firme, meio solto.

E ai veio o caos
varreu as ruas
deixando tudo vazio
cinza
amargo
como a solidão

Frio como abandono
sem sentido

E ai veio a lágrima
a dor
as perguntas
o sangue
o desespero
o grito

A luta
sigo em luta

E ai veio a saudade
a esperança
a falta
a lembrança
o medo

O sofrimento sorria
e o tempo tudo assistia
cálido, mudo.

Gelado
chão
corpo aberto

E ai chegou o abraço
o afeto
as palavras,
os remédios

Saiu o choro preso
e finalmente o perdão.

Nasceu pontos de cor
azul, verde, amarelo
eu vi o vermelho
e a luz

Do caos a criação
ao oxigênio
ao amor

A vida envolvia o chão
que não era mais chão
era céu
era nuvem
era paz.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Rise

Sim, já sinto o seu cheiro entrando em mim.
Liberdade,
que sempre esteve aqui dentro,
sorri.
A hora é agora.

Pés descalços.
A energia vem do sol
percorre o meu corpo
e escoa na terra.

Troca, fluxo.
Pouco a pouco vou deixando os pesos para trás.
Gente, medos,
roupas e compromissos.
A mala está cada vez mais vazia
para encher.

Vem liberdade
percorre minhas veias
infla meu peito.
Inspiração,
expiro coragem.