E ai veio a morte
e como um redemoinho arrastou
tudo, tudo que não se sustentava mais
tudo que capengava
tudo que estava meio firme, meio solto.
E ai veio o caos
varreu as ruas
deixando tudo vazio
cinza
amargo
como a solidão
Frio como abandono
sem sentido
E ai veio a lágrima
a dor
as perguntas
o sangue
o desespero
o grito
A luta
sigo em luta
E ai veio a saudade
a esperança
a falta
a lembrança
o medo
O sofrimento sorria
e o tempo tudo assistia
cálido, mudo.
Gelado
chão
corpo aberto
E ai chegou o abraço
o afeto
as palavras,
os remédios
Saiu o choro preso
e finalmente o perdão.
Nasceu pontos de cor
azul, verde, amarelo
eu vi o vermelho
e a luz
Do caos a criação
ao oxigênio
ao amor
A vida envolvia o chão
que não era mais chão
era céu
era nuvem
era paz.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Rise
Sim, já sinto o seu cheiro entrando em mim.
Liberdade,
que sempre esteve aqui dentro,
sorri.
A hora é agora.
Pés descalços.
A energia vem do sol
percorre o meu corpo
e escoa na terra.
Troca, fluxo.
Pouco a pouco vou deixando os pesos para trás.
Gente, medos,
roupas e compromissos.
A mala está cada vez mais vazia
para encher.
Vem liberdade
percorre minhas veias
infla meu peito.
Inspiração,
expiro coragem.
Liberdade,
que sempre esteve aqui dentro,
sorri.
A hora é agora.
Pés descalços.
A energia vem do sol
percorre o meu corpo
e escoa na terra.
Troca, fluxo.
Pouco a pouco vou deixando os pesos para trás.
Gente, medos,
roupas e compromissos.
A mala está cada vez mais vazia
para encher.
Vem liberdade
percorre minhas veias
infla meu peito.
Inspiração,
expiro coragem.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O indizível,
aquilo que se sente sem saber.
Aquilo que embola na garanta,
aperta o estômago,
aquilo que arrepia,
que dói e chora,
dentro de mim.
Como um feto diante do novo mundo.
Prenderam meu viver
nas grades do verbo.
Nó atado e cego,
que nada alívia
a dor de existir.
Me leva para qualquer lugar,
só quero descansar,
Só quero contemplar teu sol interior,
Sou estrela que morre
e que sente falta do que não viveu.
aquilo que se sente sem saber.
Aquilo que embola na garanta,
aperta o estômago,
aquilo que arrepia,
que dói e chora,
dentro de mim.
Como um feto diante do novo mundo.
Prenderam meu viver
nas grades do verbo.
Nó atado e cego,
que nada alívia
a dor de existir.
Me leva para qualquer lugar,
só quero descansar,
Só quero contemplar teu sol interior,
Sou estrela que morre
e que sente falta do que não viveu.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A mulher do quadro
Ela levanta, o mar lhe
espera: nua, leve. Talvez o amor esteja ao lado da cama. Talvez ela esteja
mesmo sozinha. Nua em frente à janela de frente ao mar. Leve, livre, serena,
eternizada em borrões de tintas claras. Presa em um quadro de tons azuis.
Será que ela existiu,
enquanto o amor atrás dela pintava? Será que ele captou o sensível daquela
linda mulher, nua, leve, vestindo o seu roupão em frente ao mar?
Com o olhar perdido,
nublado, com o tocar sereno de quem pede um abraço, um beijo na nuca, um
envolver-se em torno do teu ventre. Aquela mulher presa na parede é livre,
aquela mulher nua em tintas e pincéis tem o mar só para si, eternamente.
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